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A PALMEIRA DE GONÇALVES DIAS (Poesia de Deidimar Alves Brissi)








Autor: Deidimar Alves Brissi
Contato: deidimar@deidimar.com.br
Blog: http://www.deidimar.com.br

Concurso: Mil poemas para Gonçalves Dias - 2013
Organização: Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão
Classificação: Seleção para publicação

ÚLTIMA CANÇÃO DO TAMOIO (Poesia de Deidimar Alves Brissi)

Morreu o último tamoio!
Com ele morreu a bravura.
Silêncio ficou no arroio.
Triste ficou a saracura.

Agora ficou esquecido:
O que lhes dizia o téu-téu,
Das plantas o aprendido,
O que enxergavam no céu.

Foi embora a dignidade,
Que hoje anda esquecida.
Sua história deixou saudade,
Nossa história ficou ferida.

A destruição deste povo
É uma história medonha,
Que cantando aqui de novo
Só exalta nossa vergonha!

Mas a eles nós devemos,
Nas praias, vales e serras,
Honrar o que recebemos,
Amar e proteger suas terras!







Autor: Deidimar Alves Brissi
Contato: deidimar@deidimar.com.br
Blog: http://www.deidimar.com.br

Concurso: Mil poemas para Gonçalves Dias - 2013
Organização: Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão
Classificação: Seleção para publicação

O SABIÁ (Poesia de Deidimar Alves Brissi)

Para Gonçalves Dias

O sabiá voou para cima da casa
E começou a cantar:

“Minha querida! Minha querida!
Eu canto para ti nesta antena
Porque sou um sabiá da cidade
Porque o amor vale a pena

Sofre um sabiá com saudade
Procurando a noite inteira
Mesmo com tanta vontade
Não se acha uma laranjeira

Minha querida! Minha querida!”







Autor: Deidimar Alves Brissi
Contato: deidimar@deidimar.com.br
Blog: http://www.deidimar.com.br

Concurso: Mil poemas para Gonçalves Dias - 2013
Organização: Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão
Classificação: Seleção para publicação

A VISÃO DO EXPLORADO (Poesia de Deidimar Alves Brissi)

Para Gonçalves Dias

Ó mar salgado
Quantos índios não viram
De tristes praias
Em apocalípticos dias
Seus irmãos serem levados pelos caris?

Para quê?
Para serem exibidos como bichos,
Trabalharem como bestas,
E as belas e puras moças,
Serem abusadas por bestiais marujos
E “respeitados” ricos!

Quantas cecis choraram seus membiras,
Quantos curumins em vão clamaram por Tupã!
Quantas abaíbas ficaram por casar
Para quê?
Para que fosses vosso, ó mar?

Valeu a pena?
Nada valeu a pena
Pois quem explora seu irmão
Quem destrói um povo
Tem a alma pequena!

Ó mar salgado
A maior parte de teu sal
São das lágrimas
Dos Goytacazes e Tupinambás,
Dos Tamoios e Aimorés,
Dos Charruas e Potiguáras,
Dos Carijós e Tremembés
Dos Tupiniquins e Tabajáras,
Dos Temiminós e Caetés
Não são, não são...
Não são lágrimas de Portugal!







Autor: Deidimar Alves Brissi
Contato: deidimar@deidimar.com.br
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Concurso: Mil poemas para Gonçalves Dias - 2013
Organização: Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão
Classificação: Seleção para publicação

O MAIOR SOFRIMENTO DO POETA (Poesia de Deidimar Alves Brissi)

Entre tantos amores sufocados pelo preconceito,
Separados com crueldade, deixando vidas vazias.
Tantos amores sofreram, separados sem direito
E por Ana Amélia sofreu tanto Gonçalves Dias!
O arrogante que quer separar um grande amor,
Nunca conheceu o amor romântico ou fraterno.
O amor está acima da crença, raça, poder e cor.
É indestrutível, nos aproxima de Deus, é eterno!
Casamentos arranjados, com o amor esquecido,
É uma das tristes faces da prostituição humana.
Prostituição social, igual, a fazer sexo vendido.
Engana os hipócritas, mas, o amor não engana!
No céu, onde não existe falsidade e hipocrisia,
Vivem felizes todos os amores aqui separados.
Ali a maldade humana diante do Pai se esvazia
E Gonçalves e Ana se encontram enamorados!







Autor: Deidimar Alves Brissi
Contato: deidimar@deidimar.com.br
Blog: http://www.deidimar.com.br

Concurso: Mil poemas para Gonçalves Dias - 2013
Organização: Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão
Classificação: Seleção para publicação

DÚVIDAS SOBRE POLIANA (Poesia de Deidimar Alves Brissi)

Eu não entendo Poliana!
Como pode estar sempre contente
Num mundo de guerra e horror,
De miséria e dor de dente.
Você sorri, mas chora, Ana!
Solitária, triste e doente!
Mas para você o mundo é flor
Onde é passiva e não agente.
Vê se não me engana, Poliana!
Fale a verdade, não mente.
Será que tudo isso é amor
Ou na verdade não sente?







Autor: Deidimar Alves Brissi
Contato: deidimar@deidimar.com.br
Blog: www.deidimar.com.br

Concurso: VI CLIPP – Concurso Literário de Presidente Prudente - 2012
Organização: Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Presidente Prudente (SP)
Classificação: Seleção para publicação

AMOR HOMEOPÁTICO (Poesia de Deidimar Alves Brissi)

Minha vida era triste, vida sem graça, vida vazia.
Sem esperança, eu apenas sobrevivia sem solução.
Mas você chegou, de mansinho, disse que não ardia.
Fez anamnese e diluiu meus medos, sem indicação!

Você começou sem efeitos colaterais no fim do dia.
Quando descobriu meus segredos, fez a dissolução
E foi dinamizando meu amor como na Homeopatia.
Convenceu-me que era similar ao meu, seu coração.

Impôs a mim sua posologia e decidiu o meu caminho.
Doze em doze horas, de seis em seis, para curar a dor.
Disciplinadamente fez minha manipulação todo dia.

Agora é tarde, fiquei hipocondríaco do seu carinho.
Estou dependente deste dominador paregórico amor.
Agora sou só alegria. Você é cura da minha poesia!







Autor: Deidimar Alves Brissi
Contato: deidimar@deidimar.com.br
Blog: www.deidimar.com.br

Concurso: III Concurso de Poesias do IHB – 2012
Organização: Instituto Hahnemanniano do Brasil
Classificação: 2º Lugar